Gilmar manda a PGR concluir perícia em inquérito sobre Lindbergh
O senador é alvo de processo que apura supostas fraudes ao Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni) quando ainda era prefeito da cidade
Alvo de inquérito que apura supostas fraudes ao Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni) quando ainda era prefeito da cidade, entre 2005 e 2010, o hoje senador Lindbergh Farias (PT-RJ) teve a quebra de sigilo autorizada, em 2013, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os dados foram anexados à investigação em 2015, mas desde então a Procuradoria-Geral da República (PGR) não finalizou a análise do material, e acabou sendo cobrada, agora, pelo ministro Gilmar Mendes.
"A PGR limita-se a requerer sucessivas prorrogações do prazo para a conclusão da análise, sem notícia sobre o andamento da diligência", considerou o ministro.
Ele concedeu 90 dias de prazo ao órgão, "pela derradeira oportunidade", para a conclusão dos trabalhos, de acordo com informações da coluna Expresso, de Época.
A defesa de Lindbergh nega a ocorrência de fraudes na Previni na gestão dele como prefeito.
Segundo a procuradoria, a suposta fraude pode ter atingido cerca de R$ 350 milhões. Os fatos foram investigados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Nova Iguaçu e, segundo a PGR, documentos do colegiado mostraram a necessidade de "análise dos dados das movimentações bancárias e de outros dados das operações realizadas" pelo então prefeito e dirigentes do fundo de previdência.
Já a defesa de Lindbergh disse, à época, que as acusações da procuradoria constam de um relatório que foi rejeitado pela CPI de Nova Iguaçu que investigou o caso, e que os débitos apontados com a Previni foram parcelados, o que exclui a possibilidade de crime.
Comentários
Postar um comentário