Polícia toma novos depoimentos sobre morte de Marielle e motorista nesta terça-feira

Serão ouvidas pessoas mais ligadas à vereadora, como a assessora que sobreviveu ao ataque e a companheira de Marielle.




assessora da vereadora do Rio Marielle Franco que sobreviveu ao ataque no qual a parlamentar foi assassinada deve ser ouvida novamente nesta terça-feira (20) pela polícia. O deputado estadual Marcelo Freixo também esteve na delegacia no fim da manhã para acompanhar a arquiteta Monica Tereza Benício, companheira de Marielle.
O objetivo, nesta fase da inevstigação, é ouvir pessoas mais ligadas à vereadora para tentar descobrir possíveis motivações para o crime, que também resultou na morte do motorista Anderson Gomes.
Deputado Marcelo Freixo chegou na Divisão de Homicídios para acompanhar depoimento da viúva de Marielle (Foto: Reprodução / GloboNews)Deputado Marcelo Freixo chegou na Divisão de Homicídios para acompanhar depoimento da viúva de Marielle (Foto: Reprodução / GloboNews)
Deputado Marcelo Freixo chegou na Divisão de Homicídios para acompanhar depoimento da viúva de Marielle (Foto: Reprodução / GloboNews)
A assessora da vereadora estava ao lado de Marielle na hora do ataque. Já Freixo trabalhou por muitos anos com Marielle. Ela o auxiliava na Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) antes de ser eleita vereadora.
A Polícia Civil também vai analisar o uso de celulares nos momentos que antecederam o crime. Existem 26 antenas de celurares de cinco operadoras de telefonia na região onde a vereadora e o motorista foram executados. As operadoras enviaram os dados para a polícia. A TV Globo apurou que as câmeras da região não gravaram o momento dos tiros.
Os investigadores também descobriram que, no último dia 1° de março, a vereadora Marielle Franco exonerou seis servidores do seu gabinete na Câmara Municipal. Desses, dois foram recontratados. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da Câmara na quarta-feira (14), dia em que a vereadora foi assassinada.
Quem tiver informações sobre a morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes deve ligar para o Disque-denúncia: (21) 2253-1177. Pode também mandar mensagem pelo Whatsapp: 98949-6099. O anonimato é garantido.
Até a manhã desta terça-feira (19), o Disque Denúncia já tinha recebido 39 ligações que podem ajudar a esclarecer o crime.
Disque-denúncia lança cartaz para pessoas denunciarem sobre o crime (Foto: Divulgação)Disque-denúncia lança cartaz para pessoas denunciarem sobre o crime (Foto: Divulgação)
Disque-denúncia lança cartaz para pessoas denunciarem sobre o crime (Foto: Divulgação)
Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio, por volta das 21h30 da última quarta-feira (14). A assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução.
Infográfico mostra como ocorreu o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, segundo as investigações (Foto: Alexadre Mauro, Betta Jaworski, Igor Estrella, Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)Infográfico mostra como ocorreu o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, segundo as investigações (Foto: Alexadre Mauro, Betta Jaworski, Igor Estrella, Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)
Infográfico mostra como ocorreu o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, segundo as investigações (Foto: Alexadre Mauro, Betta Jaworski, Igor Estrella, Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)
Marielle tinha 38 anos e se apresentava como "cria da Maré". Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”. Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo.

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